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Ir para Versão Original : Lucifer - Cap 2


Minoru-san
26/04/2008, 12:48:26
Lucifer - Capítulo 2
Consistência


Lucifer.

Um anjo que fora justamente banido da perfeição plena.
Sua face traiçoeira finalmente havia se mostrado a todos os Anjos e Deuses, e sua maleficência foi tão abertamente cruel que, por unanimidade, foi decidido que seria extinto da hierarquia celeste.

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Jazia no chão o corpo angelical.

Enquanto o homem repousava na superfície terrestre sem saber de nada que acontecia, os milhares de fragmentos da jóia do seu arco, que surpreendentemente explodira, viajavam numa velocidade vertiginosa para todo e qualquer lugar do Planeta Terra.

Invisíveis aos olhos humanos.

Lucifer era ódio. Tudo em si, mesmo enquanto estava desmaiado, pulsava de rancor e repulsa pelo infinito. Seu plano fora descoberto. O exigente e aparentementemente infalível plano fora interrompido pela Divina Providência. Todos os preparativos, todos os recursos, o dia "D", tudo fora cruelmente abandonado.

Nessa noite, chorara. Chorara de ódio por todos os Deuses que existiam. Odiara todos com uma intensidade tão esmagadora que suas lágrimas viraram chuva. Esse virara seu castigo. Um insuportável castigo. Suas lágrimas de ódio ajudaram a milhares de pessoas que passavam sede na Terra. Era incomensurável o que tivera de pagar. Seu plano fora utilizado para o objetivo contrário. No final, ele ajudou.

Seu peito explodiu de rancor.

Abriu os olhos.

A claridade do dia na Terra atingiu tão bruscamente seus olhos que eles invariavelmente começaram a lacrimejar. Fechou-os. As memórias do dia anterior novamente invadiram sua mente. Percebeu que não adiantava ficar de olhos fechados. Abriu-os novamente e forçou-os a se acostumarem com a claridade.

O céu estava aberto, totalmente sem nuvens, como se no alto tivesse sido feito uma limpeza e quisessem mostrar o resultado. Brilhava com toda força, ferindo os olhos dos desavisados e maravilhando humanos que ainda tinham esperanças nos corações.

Lucifer levantou-se. Ainda nu, não se importava realmente de estar sem roupas. Sabia que este corpo não era seu realmente, sabia que era apenas um revestimento carnal usado para poder baixar sua frequência espiritual.

Agora que fora exilado para o mundo dos humanos, tinha praticamente certeza de que seus poderes angelicais haviam sido banidos. Entrar em mentes, influenciar espíritos fracos e desavisados, infiltrar maldade nos corações.

Lembrou-se então, imediatamente após este pensamento, da jóia que ficava em seu arco. Esta que ganhara de um dos anjos da mais alta hierarquia, por seu comportamento exemplar e total servitude às missões benéficas... Pff. Como o anjo fora tolo em doar aquela jóia. Ela fazia todos os seus dons aumentarem imensamente de plenitude. Apelidara-a de Graal.

Levou a mão ao arco, a procura da esmeralda. Suas mãos apalparam o objeto na sua cabeça, mas só encontraram o suporte. O cristal havia sumido.

"Típico", pensou. Seu artefato mais querido lhe fora arrancado, sua propriedade mais valiosa fora impiedosamente "jogada aos porcos". Estava sem poderes. Era um humano normal.

Mas um humano sagaz demais para ser considerado humano.

Sua mente trabalhava maldosamente criando mais e mais planos de continuar com o inicial. Ele seria bem sucedido em seu objetivo. Custe o que custar.

Resolvera começar a agir imediatamente. Procuraria uma vila próxima, e daria vazão à primeira parte do seu genioso plano. Em pêlo, começou a andar vagarosamente pela floresta, observando tudo, ouvidos atentos à qualquer ruído, seus pés sentindo a superfícia úmida e macia. Mas não sentia prazer nisso. Sentia apenas repulsa. Ódio. Aquele era seu fardo.

E eles haveriam de pagar por tudo.

05/12/2006

Minoru

Debardo
03/05/2008, 8:14:28
Muito bom cara...gostei

Sem mais!!!

Barnys
31/05/2008, 10:34:51
blá-blás-blá-blá! pesado não gostei misturou tudo, imaginação, assunto religioso, misticismo...
confuso.