Lobo
28/12/2007, 0:01:44
Curve-se diante da sujeira da vida.
Desrespeite-a. Odeie se puder.
Cale a voz positiva.
Não pague tributos à entidades superiores. Elas não merecem.
Poderes infinitos, um ódio sem fronteiras, obras do capeta. Imagine-se dentro desse contexto patético.
Não vibre com a vida. A não ser que você viva dentro de uma vagina.
Dobre-se diante da grande pobreza.
O deslumbrante espetáculo da vida é construído pelo mesmo demônio que habita em você.
A ganância que você disfarça com metas.
Diz-se que, mesmo antes
de um rio poluir o oceano,
ele causa enchentes e mata milhares.
Olha para trás, para toda a caminhada:
os prédios, as favelas, o longo
caminho sinuoso através das zonas,
através dos botecos, e vê a sua frente
um oceano tão limpo que entrar nele nada mais
é do que desaparecer foder um bocado.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode dar uma de covarde.
Não que voltar seja impossível na existência.
Sempre tem quem goste de dar a ré.
Mas o negócio é bola pra frente.
O rio precisa ter bolas e penetrar no oceano.
E somente quando ele penetra no oceano é que
a frescura desaparece, porque apenas então o rio saberá
que não se trata de foder com o oceano.
Mas foder um ecossistema inteiro.
Por um lado é foda e
por outro lado é uma puta sacanagem.
Assim somos nós.
Ou você assume a frescura.
Você pode ir em frente e fazer o trabalho do capeta.
Foda. Mas com segurança.
:)
Coragem!
Desrespeite-a. Odeie se puder.
Cale a voz positiva.
Não pague tributos à entidades superiores. Elas não merecem.
Poderes infinitos, um ódio sem fronteiras, obras do capeta. Imagine-se dentro desse contexto patético.
Não vibre com a vida. A não ser que você viva dentro de uma vagina.
Dobre-se diante da grande pobreza.
O deslumbrante espetáculo da vida é construído pelo mesmo demônio que habita em você.
A ganância que você disfarça com metas.
Diz-se que, mesmo antes
de um rio poluir o oceano,
ele causa enchentes e mata milhares.
Olha para trás, para toda a caminhada:
os prédios, as favelas, o longo
caminho sinuoso através das zonas,
através dos botecos, e vê a sua frente
um oceano tão limpo que entrar nele nada mais
é do que desaparecer foder um bocado.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode dar uma de covarde.
Não que voltar seja impossível na existência.
Sempre tem quem goste de dar a ré.
Mas o negócio é bola pra frente.
O rio precisa ter bolas e penetrar no oceano.
E somente quando ele penetra no oceano é que
a frescura desaparece, porque apenas então o rio saberá
que não se trata de foder com o oceano.
Mas foder um ecossistema inteiro.
Por um lado é foda e
por outro lado é uma puta sacanagem.
Assim somos nós.
Ou você assume a frescura.
Você pode ir em frente e fazer o trabalho do capeta.
Foda. Mas com segurança.
:)
Coragem!