Mai
29/09/2006, 6:44:03
Engenheiro brasileiro, que trabalha no Google, afirmou durante o IDF, evento para desenvolvedores da Intel, que elaborou uma técnica para produzir servidores mais eficientes
SÃO PAULO - O consumo de energia de um computador pode não ser um problema para um usuário comum, mas é uma questão primordial se a sua companhia tem centenas de milhares de servidores, e ainda mais se essa companhia for a gigante de buscas Google.
Pois a questão é tão importante que a empresa está disposta a compartilhar alguns de seus segredos industriais com empresas de tecnologia, desde que estas ajudem a aumentar a eficiência de seus produtos, segundo divulgou a empresa nesta semana.
A companhia afirmou que seus principais engenheiros estarão disponíveis para cooperar na criação de novos padrões de fontes de energia para os micros. A empresa afirmou que os componentes atuais apresentam uma perda que varia entre 30% e 40% da energia.
Um dos engenheiros da Google, o brasileiro Luiz André Barroso, teria afirmado que conseguiu reduzir esta perda para apenas 10%. Barroso, que tem passagens pela IBM Brasil e Compaq, é um dos criadores do sistema de multi-processamento Piranha, a ajudou a criar muitos dos sistemas atuais com múltiplas CPUs (unidades de processamento).
Economia
Pelas estimativas da empresa, se este avanço fosse aplicado em 100 milhões de Pcs operando 8 horas por dia, a economia poderia ser de até US$ 5 bilhões em tarifas, segundo os preços praticados na Califórnia.
O ´convite´ para eventuais parceiros foi feito aos fabricantes durante a edição 2006 do evento Intel Developers Forum, o IDF, que acontece em San Francisco, nos EUA, e no qual a gigante de processadores está anunciando novos chips com melhorias em capacidade de processamento e em consumo eficiente de energia.
Compartilhamento
Dividir segredos industriais é um drama para muitas empresas, embora seja prática comum na gigante de buscas Google. Foi em parceria com muitas empresas, com as quais dividiu segredos e criou projetos em cooperação, que a empresa conseguiu produzir inovações, também ajudando a alavancar as operações de outras companhias.
Um exemplo dessa prática foi a criação de uma linha de terminais de administração de servidores feito pela Cyclades. De origem brasileira, a companhia fornecia placas e sistemas de gerenciamento para a gigante de buscas, e chegou a criar produtos que, mais tarde foram comercializados para outras empresas, a partir de recomendações de engenheiros da Google.
"Com base em orientações e nas necessidades da empresa, criamos uma nova linha de produtos", disse Daniel Delarossa, um dos fundadores da Cyclades. A empresa, que se projetou mundialmente a partir do Vale do Silício, com escritórios em 25 países, foi comprada recentemente pela companhia Avocent, de gerenciamento de infra-estrutura de tecnologia, em março deste ano, numa transação avaliada em US$ 90 milhões.
http://gazetaweb.globo.com//Canais/Informatica/
SÃO PAULO - O consumo de energia de um computador pode não ser um problema para um usuário comum, mas é uma questão primordial se a sua companhia tem centenas de milhares de servidores, e ainda mais se essa companhia for a gigante de buscas Google.
Pois a questão é tão importante que a empresa está disposta a compartilhar alguns de seus segredos industriais com empresas de tecnologia, desde que estas ajudem a aumentar a eficiência de seus produtos, segundo divulgou a empresa nesta semana.
A companhia afirmou que seus principais engenheiros estarão disponíveis para cooperar na criação de novos padrões de fontes de energia para os micros. A empresa afirmou que os componentes atuais apresentam uma perda que varia entre 30% e 40% da energia.
Um dos engenheiros da Google, o brasileiro Luiz André Barroso, teria afirmado que conseguiu reduzir esta perda para apenas 10%. Barroso, que tem passagens pela IBM Brasil e Compaq, é um dos criadores do sistema de multi-processamento Piranha, a ajudou a criar muitos dos sistemas atuais com múltiplas CPUs (unidades de processamento).
Economia
Pelas estimativas da empresa, se este avanço fosse aplicado em 100 milhões de Pcs operando 8 horas por dia, a economia poderia ser de até US$ 5 bilhões em tarifas, segundo os preços praticados na Califórnia.
O ´convite´ para eventuais parceiros foi feito aos fabricantes durante a edição 2006 do evento Intel Developers Forum, o IDF, que acontece em San Francisco, nos EUA, e no qual a gigante de processadores está anunciando novos chips com melhorias em capacidade de processamento e em consumo eficiente de energia.
Compartilhamento
Dividir segredos industriais é um drama para muitas empresas, embora seja prática comum na gigante de buscas Google. Foi em parceria com muitas empresas, com as quais dividiu segredos e criou projetos em cooperação, que a empresa conseguiu produzir inovações, também ajudando a alavancar as operações de outras companhias.
Um exemplo dessa prática foi a criação de uma linha de terminais de administração de servidores feito pela Cyclades. De origem brasileira, a companhia fornecia placas e sistemas de gerenciamento para a gigante de buscas, e chegou a criar produtos que, mais tarde foram comercializados para outras empresas, a partir de recomendações de engenheiros da Google.
"Com base em orientações e nas necessidades da empresa, criamos uma nova linha de produtos", disse Daniel Delarossa, um dos fundadores da Cyclades. A empresa, que se projetou mundialmente a partir do Vale do Silício, com escritórios em 25 países, foi comprada recentemente pela companhia Avocent, de gerenciamento de infra-estrutura de tecnologia, em março deste ano, numa transação avaliada em US$ 90 milhões.
http://gazetaweb.globo.com//Canais/Informatica/