Ir para Versão Original : Sobre o novo papa e suas possíveis intervenções.
kpanga
08/05/2005, 5:25:12
Primeiro, estou postando essa msg pra tirar aquela de 'ganhe xxxx reais com apenas x reais', pois acredito que nesse fórum há muito mais coisa para ser discutida do que isso.
Eu quero saber qual a opinião de vocês a respeito do novo papa, o Papa Bento XVI (o alemão Joseph Ratzinger).
Ele é conservador extremista e era encarregado da 'Congregação Doutrina da Fé', que é uma doutrina que prega a inquisição.
Considerando isso, certamente será impedimento para diversos avanços científicos como as pesquisas de células-tronco, bem como mudanças sociais como o casamento homossexual ou aborto e ainda há a possibilidade de acontecer perseguição com agnósticos, ateus, entre outros.
Eu, particularmente, não creio que no mundo globalizado que vivemos, um papa conservador seja uma boa escolha. Eu entendo os motivos da escolha dele, mas ainda assim acredito que a igreja deve mudar seus pontos de vista em relação ao mundo.
PS: Considerando que esse é um assunto delicado q trata com diversas opiniões diferentes, vamos tentar buscar um equilíbrio e respeito, ok?
Nem todo mundo tem a mesma religião, nem todo mundo acredita na mesma coisa.
(será q um tópico desses reacende a chama das discussões de alto-nível da JoL?)
Gandalf
08/05/2005, 17:32:27
Eu, como único católico daqui, me enquadro também nesse quadro de "conservador extremista, ultra-radical, reacionário" Embora, sempre a Igreja pregou(e determinou) sua decisão sobre certos assuntos, o mundo sempre tenta ver a Igreja ir contra a Verdade de sempre.
Pode ser o liberal que for, entendam que NENHUM papa será a favor do aborto, do casamento de homossexuais, da ordenação de mulheres. Não é Bento XVI que é conservador não, vocês que querem que ele vá contra toda a doutrina da Igreja, de 2000 anos.
"Iluminai a sua inteligência, fortalecei o seu espírito, defendei-o das calúnias e da maldade. Aplacai os ventos erosivos da infidelidade e da desobediência, e concede que, em torno a ele, a vossa Igreja se conserve unida, firma na fé e nas obras, e seja assim o instrumento da vossa redenção. Assim seja.
ßørelø
08/05/2005, 18:28:18
o mundo sofre 1 mudança em relacaum as ideias e a sociedade como um todo, as pessoas modificam o seu modo de pensar e seus ideais, porem a igreja de hoje quer voltar ao passado e tentar reconquistar os tantos fieis que perderam, porem axo que vai se 1 fracasso
Único católico Gandalf? Acho que não.
Pode ser o liberal que for, entendam que NENHUM papa será a favor do aborto, do casamento de homossexuais, da ordenação de mulheres. Não é Bento XVI que é conservador não, vocês que querem que ele vá contra toda a doutrina da Igreja, de 2000 anos.
Isso que eu ia dizer... Essa é a postura da Igreja Católica, e não dos Papas... E todos os Papas vão defender essa postura. O dia que essa postura mudar, será uma revolução, e acho que nenhum de nós ainda vai estar vivo pra ver isso.
Enfim, eu sinceramente não sei mais qual é o verdadeiro valor da posição do Papa sobre esses diversos assuntos. O mundo todo já não dá mais tanta importância para o conservadorismo papal e católico quanto dava antigamente.
A Igreja é contra o homossexualismo. E o homossexualismo se torna mais comum a cada dia.
A Igreja é contra a pesquisa de engenharia genética. E essas pesquisas vem avançando a cada dia.
A Igreja é contra o aborto. E medidas para a legalização dessa prática vem conseguindo mais adeptos a cada dia.
Então, até que ponto a opinião da Igreja é relevante para essas decisões hoje em dia?
Os líderes mundiais ouvem as opiniões do Papa, mas podem escolher seguir ou não, mesmo em países católicos como o Brasil. Portanto, acho que as decisões sobre esses assuntos cabem unica e exclusivamente aos governos dos países em questão, e não a entidades ou autoridades religiosas. Os governos podem ser influenciados por essas religiões, mas no fim das contas, a decisão acaba sendo deles mesmo.
Agora falando especificamente da figura de Bento XVI. Ele vai fazer o que todo Papa tem que fazer, que é divulgar os valores católicos pelo mundo. Ele provavelmente vai fazer isso de uma forma mais "fria" do que o carismático João Paulo II, mas no fundo, os conceitos vão continuar os mesmos.
Acho que ele não vai ser muito inovador em nenhuma medida e tb não vai acabar chamando muita atenção. Acredito que esse será um papado de pouca expressão ou repercussão.
marshall
08/05/2005, 19:34:36
Phin é a única figura que é um "vagabundo" (haha!) que se faz entender perfeitamente com opiniões bem plausíveis.
Eu concordo com o Phin, pra não dizer mais nada.
Gandalf
08/05/2005, 21:35:31
A Igreja não é contra a engenharia genética. Pelo contrário, as duas primeiras leis da genética foram descobertas por Mendel, que era um monge católico, e desenvolveu suas pesquisas com ervilhas dentro de um mosteiro com o consentimento do Abáde e do Bispo local (consequentemente da Igreja).
A Igreja tão pouco é contra pesquisa com células-tronco . É a favor desde que sejam utilizadas células tronco retiradas do cordão umbilical e não matando blástulas, como sugere a pesquisa em grande escala.
A opinião da Igreja é a de sempre. E quanto aos ensinamentos do papa, existe um dogma da Igreja que é o da "Infabilidade Papal" que diz que, todas as vezes que o Papa fala ex-catedra (isto é, da cadeira de Pedro) ou ensina sobre Fé e Moral, é definitivo. E isso exclui as opiniões pessoais do Santo Padre. E, embora nenhum tenha se usado da catedra de Pedro pra proclamar uma decisão perpétua, o nosso saudoso João Paulo II definiu como perpétua a não-faculdade da Igreja de conceder as mulheres a ordenação sacerdotal na "Ordinatio Sacerdotalis", e como a respeito de Fé e moral, deve ser seguida por toda a Igreja e para sempre.
A Verdade da Igreja é uma e a de sempre.
ßørelø
09/05/2005, 0:12:06
gandalf a eng. genetica ò qual phin se refere eh tranagenia e talz,
Gandalf, vc sabe se a Igreja é contra ou a favor de fertilização artificial, bebês de proveta, essas coisas?
(nao eh nenhuma "provocação", eu realmente não sei mesmo, estou curioso agora)
Gandalf
09/05/2005, 14:50:24
Gandalf, vc sabe se a Igreja é contra ou a favor de fertilização artificial, bebês de proveta, essas coisas?
(nao eh nenhuma "provocação", eu realmente não sei mesmo, estou curioso agora)
A Igreja é contra sim, talvez hajam casos de exceção, vou procurar depois, agora num dá porque não estou em casa. :)
Dura Lex, Sed Lex
09/05/2005, 17:00:38
É ridículo a igreja ser contra essas coisa...Ainda mais com essas pesquisas de célula tronco, que poderiam curar pessoas de doenças e talz...
Zique
09/05/2005, 17:55:07
a posição da igreja mediante os avanços medicinais são ridículos... as células-tronco (por exemplo) representam uma esperaça a diversas pessoas com os mais variados problemas no mundo
imagina daqui uns anos...
criança: Mãe! Tô com câncer...
Mãe: Ah filho, toma esse AS que jájá isso sara!
irado!
Titonnus
09/05/2005, 19:36:09
eu concordo que a igreja queira divulgar suas idéias aos seus fiéis, mesmo sendo muito conservadoras, é a tradição e a religião deles. Mas eu acho que se a igreja tivesse uma postura mais liberal em relação à tecnologia, acredito que, hoje em dia estaríamos vivendo em um mundo mais modernoe com maior desenvolvimento técnológico. Penso mais, se a bíblia nunca tivesse sido escrita acho que as idéias que surgiram no iluminismo na idade média teriam se espalhado antes, o homem aprenderia a contestar sem a preocupação de estar infringindo as leis divinas, e hoje nos estaríamos vivendo em um mundo politeísta e com muitas poucas guerras. E a tecnologia ultrapassaria limites jamais imaginados, mas o Bento XVI foi eleito papa e é a função dele passar essas idéias conservadoras, que aceita quem quiser aceitar.
Gandalf
09/05/2005, 20:27:43
É ridículo a igreja ser contra essas coisa...Ainda mais com essas pesquisas de célula tronco, que poderiam curar pessoas de doenças e talz...
a posição da igreja mediante os avanços medicinais são ridículos... as células-tronco (por exemplo) representam uma esperaça a diversas pessoas com os mais variados problemas no mundo
imagina daqui uns anos...
criança: Mãe! Tô com câncer...
Mãe: Ah filho, toma esse AS que jájá isso sara!
irado!
Células-tronco sim! EMBRIONÁRIAS NÃO!
marshall
10/05/2005, 6:14:50
Concordo com o Freds, tenho mesmo o pensamento. Que tenha ficado explícita a minha opinião.
Dura Lex, Sed Lex
10/05/2005, 14:24:54
Ai está a Eutanásia...E sou a favor...
¿NOSono¿
11/05/2005, 17:09:56
Cara na boa eu axo muito ridiculo essas coisas de PAPA ... muito toscamente tosco ... isso eh soh coisa da igreja catolica mesmo
Obs: (Desviado da igreja batista) =P
consumeD
12/05/2005, 1:54:22
imagina daqui uns anos...
criança: Mãe! Tô com câncer...
Mãe: Ah filho, toma esse AS que jájá isso sara!
irado!
Huahuhaha...
É igreja é conservadora no mundo "liberal" de hoje...Ela acha que é o que? A voz da verdade? Alias, hoje em dia não sei como tem gente que segue religião por vontade própria... Só por ignorância msm, pq cá entre nós, hoje em dia religião só serve para dar desculpa de guerra...Alias, não só hoje, isso já é bem antigo. :rolleyes: Tem mais uma pá de coisa que eu quero falar, mas já são 00:46 e tenho que acordar as 5:30...
Gandalf
12/05/2005, 19:12:21
Huahuhaha...
É igreja é conservadora no mundo "liberal" de hoje...Ela acha que é o que? A voz da verdade? Alias, hoje em dia não sei como tem gente que segue religião por vontade própria... Só por ignorância msm, pq cá entre nós, hoje em dia religião só serve para dar desculpa de guerra...Alias, não só hoje, isso já é bem antigo. :rolleyes: Tem mais uma pá de coisa que eu quero falar, mas já são 00:46 e tenho que acordar as 5:30...
Sim, acha e é a voz da Verdade.
Vai ver eu sou mesmo ignorante. :)
edit - nada demais
consumeD
13/05/2005, 0:22:05
Sim, acha e é a voz da Verdade.
Vai ver eu sou mesmo ignorante. :)
edit - nada demais
Mal Gandalf... Ñ quis ofender...
Bom, kd um com suas crenças... :)
Mal msm Gandalfzinho :(
Gandalf
14/05/2005, 0:06:06
Mal Gandalf... Ñ quis ofender...
Bom, kd um com suas crenças... :)
Mal msm Gandalfzinho :(
Tranquilo. Quis com a frase fazer alusão a frase de Jesus nos Evangelhos:
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
Freds, a ciência pode explicar muita coisa, mas não tudo, não mesmo. Explica a imagem no Santo Sudário? E a imagem de Nª Srª de Guadalupe que a mais de 300 anos "flutuando" sobre um pano que não durava 15 anos com a temperatura de um corpo humano? Ou melhor, a carne do miocárdio conservada durante mais de 700 anos do milagre eucarístico de Lanciano?
Tem muita coisa que a ciência não explica. Muita mesmo.
consumeD
15/05/2005, 23:27:58
Ainda.... Ainda Gandalf.
Só a ciencia pode trazer as respostas que vão, inevitalvelmente, acabar com as crendices. O maior medo da igreja é que se faça alguma descoberta que coloque em cheque (de cheque-mate) os fundamentos básicos da igreja. Quando isso acontecer, a igreja perde a rasão de existir, e dará lugar a outros tipos de religiões, crendices, misticismos ilógicos, que novamente serão desmentidos com o tempo....
Tirou as palavras da minha boca Freds
gandalf, vc acredita em adão e eva, por exemplo?
Macbeth
20/05/2005, 0:14:42
Há-rá. Uma boa discussão para treinar os sedentários dedinhos. Embora não sendo católico, é legal ver toda a simbologia que envolve a hierarquia da igreja católica apostólica romana. E é igualmente engraçado que uma instituição que prega a palavra de Jesus Cristo, "amai-vos uns aos outros", "amai o próximo como a ti mesmo", tenha uma hierarquia, que divide fiéis, sacerdotes, príncipes da igreja e o Santo Padre, infalível em questões religiosas, ou "ex catedra", como bem disse Gandalf (perdoem se a grafia em latim estiver errada).
Por outro lado, acho que a ciência, embora uma forma de conhecimento embasada na racionalidade e que segue rigorosos princípios metodológicos, também não tem a resposta para tudo. Dever haver alguma espécie de força, ou inteligência, ou sabedoria, seja o nome que for, mas meta-humana, metafísica, que criou o universo. A ciência nos explica muito convincentemente a regulação desse enorme sistema, mas, ao menos para mim, não convence quando tenta falar do princípio do mundo, do universo.
assim como a igreja não explica de onde surgiu Deus... =p
Macbeth
20/05/2005, 2:37:12
assim como a igreja não explica de onde surgiu Deus... =p
O pior é que explica, através do dogma da eternidade de Deus. Deus nem começou, nem vai terminar: é eterno, infinito. Nem tem começo, meio, muito menos fim. Essa é uma explicação, mas que particularmente não concordo muito: sem a fé, não se pode aceitar tal explicação, que é, racionalmente, um absurdo.
Afeeee_Sou_Eu
20/05/2005, 2:43:55
Apenas a ciencia pode dizer sobre a Verdade.
Religião é apenas ilusão.
bom, ai depende. existe sim psiquismo, tolo e akele q nao ve.
pra mim a ciencia eq explica as coisas, a igreja so comenta akela coisa enquanto a cienca ainda nao sabe como explicar. quando a explicaçao cientifica chega, nenhuma dessas parada de afirmaçao d papa e talz impede. a religiao e mto importante, mas a ciencia e a dona do saber e a razao do descobrimento e por isso concordo +/- com isso. :icon14:
victor abreu
20/05/2005, 18:28:15
concordo com vc tirou isso da minha boca
Titonnus
23/05/2005, 18:01:40
eu acho que a ciencia (um dia) vai descobrir tudo sobre tudo, o mundo não vai ter mistérios, nem os divinos e nem os mundanos, então o mundo vai perder a graça porque desvendar o mistério perde todo o encanto do desconhecido
Dura Lex, Sed Lex
23/05/2005, 18:36:34
E "De onde veio tudo"...Sempre que tiver uma explicação, vai surgir um pergunta:O que tinha antes?
Afeeee_Sou_Eu
24/05/2005, 4:29:03
claro
pensa bem: se a ciencia descobrisse q a religiao e 1 farsa (suponho, nao creio q seja), eles iam se pergunta: entao qm fez a terra e o universo? de onde tiraram a ideia da religiao? quem foi jesus? quem sou eu? e por ai vai...
a ciencia nunca descobrira tudo sobre tudo pq alem do mais existem coisas q a mente humana nao suporta e a mente humana n poderia gravar udo sobre tudo, nem mesmo os maiores aparatos tecnologicos, pois sao fruto da mente humana e sempre possuem limites, oq n e o caso do conhecimento.
Merenthir
31/05/2005, 16:48:30
Em parte concordo, com o tempo saberemos tudo o q devemos saber, tudo o q poderemos saber. Quando uma doutrina que ilumina a ente dos homens e transmite um deus de amor, sabedoria e paz sobrepor a religião que cria lei entre os proprios irmãos, que um dia perseguiu e persegue os seu mais ignorantes e os que mais precisam de ajuda, uma religião que diz que um supremo de amor seria capaz de nos castigar. Infelizmente tudo de ruim que acontece em nossas vidas são consequencias de nossas atitudes no passado, nunca de uma injustiça divina. Uma verdade cobre a outra e por mas que uma mentira repetida inumeras vezes se torne uma verdade, as palavras de verdade deixadas a mais de 2000 anos atraz farão dos atos do passado uma irmandade do futuro, onde todos seremos verdadeiros irmãos, frutos do mesmo pai e sentimento: O Deus de Amor
A mesma biblia que ensina amor condena a morte por apedrejamento a prostituição... legal não?
cara isso ai naum é a igreja q diz q tem q ser assim, são os judeus que pegaram os miseros 10 mandamentos e criaram milhões de leis em cima delas, uma dessas é esta q diz q tem q matar quem comete adulterio, naum foi deus q disse q quando se comete adulterio tem q matar por apedrejamento.
E outra coisa a igreja catolica só foi criada de fato quando os apostolos de Jesus receberam o Espirito Santo de Deus e ai criaram a igreja Catolica(naum vou explicar como foi criada com detalhes a igreja q é longa a explicação)
Dura Lex, Sed Lex
04/06/2005, 20:31:24
Ainda sim é estranho isso..Mas faz sentido..
Macbeth
05/06/2005, 1:10:53
cara isso ai naum é a igreja q diz q tem q ser assim, são os judeus que pegaram os miseros 10 mandamentos e criaram milhões de leis em cima delas, uma dessas é esta q diz q tem q matar quem comete adulterio, naum foi deus q disse q quando se comete adulterio tem q matar por apedrejamento.
Companheiro, não se pode colocar a questão dessa forma, apontando culpados. Se a Igreja é tão inocente assim, porque ela não defende as minorias sociais (homossexuais, prostitutas, soropositivos) contra esse milhão de leis que você diz serem criação dos judeus? A Igreja é conservadora, é retógrada e não se preocupa em mudar essa imagem.
Além disso, quem escreveu a bíblia não estava inspirado pelo divino espírito santo? Então, tudo o que tem nela deve ser pensamento e obra do referido espírito, o que mais uma vez coloca lenha na fogueira.
Afeeee_Sou_Eu
05/06/2005, 23:24:09
se a biblia foi ou n alterada com o decorrer dos anos, qm so eu pra sabe?
so seiq prefiro n c religioso e sigui oq eu axu melhor :icon14:
marshall
06/06/2005, 21:11:31
Há sempre algo mais.
As palavras de 2000 anos atrás, poderiam na época, considerado todo o contexto histórico-social, poderia sim ser verdades, poderiam dizer que ali estava toda a visão de um ser supremo.
Hoje não. Os tempos mudaram, o mundo "andou" para frente. Tudo se modernizou, das máquinas as próprias pessoas. Porém, a Igreja ou qualquer tipo de religião se detém nas mesmas palavras que eram válidas há 2000 anos atrás.
Eu detesto religião. A fé segura tudo (apesar de eu não ter fé), a fé é o pilar da instituição. Instituição bem hipócrita, a mesma fé que move montanhas traz muita grana e um monte de mulher para os padres.
Aprendi, de certa forma, a respeitar o espiritismo. Mas só a concepção original e suas ramificações, pois elas tem uma certa tendência a misturar a racionalidade científica no meio de tudo. Mas é só.
Com toda minha sinceridade, pessoas que acreditam em religião, bíblia, alcorão, pentateuco, igreja, insituições religiosas, são súditos que não puderam/não quiseram ter cultura, o que infelizmente é o caso da maioria (até mesmo aqui do fórum).
Você várias pessoas acrescentando nada a conversa ou escrevendo tudo errado, como se fosse uma criança do maternal e pensa "O que um idiota que não sabe nem escrever, pode acrescentar a esta porra ?". Soa arrogante, todos irão dizer "eu estou na internet, escrevo do jeito que eu quiser", mas há fatos e há fatos, e muitos aqui são completamente tapados e não tem a mínima humildade para admitir tal fato.
Gandalf
06/06/2005, 23:16:22
Há sempre algo mais.
As palavras de 2000 anos atrás, poderiam na época, considerado todo o contexto histórico-social, poderia sim ser verdades, poderiam dizer que ali estava toda a visão de um ser supremo.
Hoje não. Os tempos mudaram, o mundo "andou" para frente. Tudo se modernizou, das máquinas as próprias pessoas. Porém, a Igreja ou qualquer tipo de religião se detém nas mesmas palavras que eram válidas há 2000 anos atrás.
Eu detesto religião. A fé segura tudo (apesar de eu não ter fé), a fé é o pilar da instituição. Instituição bem hipócrita, a mesma fé que move montanhas traz muita grana e um monte de mulher para os padres.
Aprendi, de certa forma, a respeitar o espiritismo. Mas só a concepção original e suas ramificações, pois elas tem uma certa tendência a misturar a racionalidade científica no meio de tudo. Mas é só.
Com toda minha sinceridade, pessoas que acreditam em religião, bíblia, alcorão, pentateuco, igreja, insituições religiosas, são súditos que não puderam/não quiseram ter cultura, o que infelizmente é o caso da maioria (até mesmo aqui do fórum).
Você várias pessoas acrescentando nada a conversa ou escrevendo tudo errado, como se fosse uma criança do maternal e pensa "O que um idiota que não sabe nem escrever, pode acrescentar a esta porra ?". Soa arrogante, todos irão dizer "eu estou na internet, escrevo do jeito que eu quiser", mas há fatos e há fatos, e muitos aqui são completamente tapados e não tem a mínima humildade para admitir tal fato.
Falou, falou e não acrescentou nada. Do que adianta?
O mundo anda pra frente. Mas os cristãos não são do mundo[1]. Ainda bem que você assume que a Igreja se vale das palavras de 2000 anos atrás. Porque a 1800 anos, S. Irineu escrevia:
"Eles não tem papel nem tinta, mas a salvação está escrita em seu coração pelo Espírito e eles guardam fielmente a velha tradição. Diante destas provas tão evidentes, não é necessário procurar a verdade com os outros. É fácil recebê-la na Igreja (...) E se alguma questão provocar uma discussão, não será necessário recorrer às Igrejas mais antigas, aquelas em que viveram os apóstolos, e, sobre a questão debatida, receber delas um ensinamento certo e evidente? Se os apóstolos não tivessem deixado as Escrituras, não seria necessário seguir a ordem da tradição que eles confiaram àqueles a quem eles entregaram a Igreja?"
Portanto amigo, é mais do que o suficiente para lhe provar o porque da posição imutável da Igreja.
Quanto ao seu argumento besta de considerar todo o argumento histórico-social, que seja: Deus é imutável. Mas como? Bom, se você considerar S. Tomás de Aquino um sem cultura e tapado, embora eu ache que a lógica de S. Tomás é muito maior que a nossa, está escrito:
Malaquias 3:6 "Porque eu sou o Senhor e não mudo; e vós, os filhos de Jacó, não sois ainda um povo extinto". Convido a verem a Summa Theologica e verem quem é sem cultura.
Eu detesto religião. A fé segura tudo (apesar de eu não ter fé), a fé é o pilar da instituição. Instituição bem hipócrita, a mesma fé que move montanhas traz muita grana e um monte de mulher para os padres.
Mas quanta coisa. Você detesta religião, tudo bem, mas aceita que a fé segura tudo.
A fé traz muita grana? Ah, é daqueles que acham que a Igreja ganha muito dinheiro?
Santa Sé fecha ano 2003 com déficit pelo terceiro ano consecutivo Cidade do Vaticano, quarta-feira, 7 de julho de 2004 (ZENIT.org (javascript:OpenWin('http://65.54.172.250/cgi-bin/linkrd?_lang=BR&lah=a675a335b1491432101666d4a19232d0&lat=1098452287&hm___action=http%253a%252f%252fwww%252ezenit%252eo rg%252f');)). A Santa Sé anunciou esta quarta-feira que encerrou o exercício 2003 no vermelho pelo terceiro ano consecutivo.
As perdas neste ano foram 29,15% inferiores às do ano anterior, 9.569.456 euros (cerca de 11.831.680 dólares americanos) [R$ 36.120.677,23] em lugar de 13.506.722 euros (cerca de 16.699.711 dólares) [ou R$ 50.982.202,73] em 2002, segundo revela um comunicado do Conselho dos cardeais para o estudo dos problemas organizacionais e econômicos da Santa Sé, que se reuniu esta terça-feira.
A nota explica que o balanço econômico da Santa Sé em 2003 registrou entradas por um valor de 203.659.498 euros (251.804.608 dólares) [R$ 768.729.067,96] e saídas por um valor de 213.228.954 euros (268.636.288 dólares) [R$ 804.849.745,19].
A Santa Sé não conta com entradas diretas, com exceção das doações de dioceses, congregações religiosas e de fiéis de todo o mundo. Pelo contrário, seus serviços só geram gastos. Na Cúria romana trabalham 2.674 pessoas, das quais 755 são eclesiásticos, 344 religiosos e 1.575 leigos. Os aposentados são cerca de mil pessoas.
O orçamento da Santa Sé inclui também os gastos das 118 nunciaturas apostólicas e representações pontifícias nos cinco continentes e nas organizações internacionais, assim como os custos de seus meios de comunicação.
O balanço econômico do Estado da Cidade do Vaticano, independente ao da Santa Sé, e que tem em conta os serviços próprios desta cidade (desde os Museus até sua farmácia ou corpo de polícia), também fechou em números vermelhos, com um déficit de 8.820.678 euros (10.911.179 dólares) [R$ 33.294.354,77], no ano anterior havia sido de 16.048.508 euros (cerca de 19.852.004 dólares) [R$ 60.576.377,33].
Estas perdas se devem a obras de restauração dos edifícios e obras artísticas do Vaticano e à contribuição de 10.452.543 euros (cerca de 12.929.796 dólares) [R$ 39.453.959,76] que o governo do Estado da Cidade do Vaticano ofereceu à «Rádio Vaticano» para cobrir sua dívida, declara o comunicado dos cardeais, os empregados no Estado da Cidade do Vaticano são 1.534.
Os cardeais, segundo revela a nota, enfrentaram durante a reunião o tema dos meios de comunicação social da Santa Sé --em particular «Rádio Vaticano»--, que constituem um dos motivos de seu déficit.
«A Igreja é muito sensível à utilização destes instrumentos que implicam ingentes recursos financeiros e exigem contínuas inovações tecnológicas, mas desempenham um importante e proveitoso serviço de informação sobre a atividade e ensinamento do Santo Padre e da Igreja universal, assim como de formação pastoral, em particular para aqueles países que dispõem de limitados recursos para a evangelização», declara a nota dos cardeais.
Esta quinta-feira o cardeal Sergio Sebastiani, presidente da Prefeitura para os Assuntos Econômicos da Santa Sé, ilustrará à imprensa em detalhe este balanço econômico.
A reunião do Conselho de cardeais para o estudo dos problemas organizacionais e econômicos da Santa Sé foi presidida pelo cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado vaticano.
Participaram os cardeais Joachim Meisner (arcebispo de Colônia), Bernard Francis Law (arcebispo emérito de Boston), José Freire Falcão (arcebispo emérito de Brasília), Roger Michael Mahony (arcebispo de Montreal), Camillo Ruini (bispo vigário de Roma), Jean Claude Turcotte (arcebispo de Montreal), Ricardo Maria Carles Gordo (arcebispo emérito de Barcelona), Ivan Dias (arcebispo de Bombaim), Cormac Murphy-O'Connor (arcebispo de Westminster), Edward Michael Egan (arcebispo de Nova York).
Os organismos da Santa Sé estavam representados pelo cardeal Sergio Sebastiani, pelo cardeal Edmund Casimir Szoka, presidente do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, assim como pelo cardeal Attilio Nicora e o arcebispo Cláudio Maria Celli, presidente e secretário respectivamente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica.
Como você pode ver, é mais uma sem fundamento.
A outra parte. Bom, a Igreja nos ensina que ela é "santa e pecadora", porque a Igreja em si, é santa, mas seus membros, não. E o fato de um Padre ser ou não fiel ao seu voto de castidade não significa que a Igreja concorde com isso. Seria como dizer que um batizado que sai trasando com todas antes de casar condena toda a Igreja. Ridículo.
Aprendi, de certa forma, a respeitar o espiritismo. Mas só a concepção original e suas ramificações, pois elas tem uma certa tendência a misturar a racionalidade científica no meio de tudo. Mas é só.
Respeitar o espiritismo? Ah bom. Inclusive aquelas inúmeras tentativas falhas de provar a autenticidade dos "papos" com os espíritos Paulus.. Marcus.. Thibius não é?
Muito boa a concepção do espiritismo, mas não no sentido que você emprega no texto, o nascimento do espiritismo é uma coisa sem sentido. Um homem que teve uma conversa com um espírito chamado Allan Kardec e que depois assumiu o nome dele inventa uma religião sem nexo e mais sincretista e gnóstica que todas as outras. Muito bom. Muito bom mesmo! Uma pessoa que diz que gênios da Filosofia e da Teologia, que passaram anos a fio e descrevem coisas úteis a toda a humanidade, não tinham capacidade de compreender o que Jesus dizia nas parábolas! Ele devia ser o gênio. Ele tinha cultura não é Marshall? Ele não era tapado.
Realmente, tapado somos nós, indignos filhos da cruz. Mas, como o Nosso Senhor nos disse, que seríamos perseguidos pela causa dele. Abraço a cruz que tenho que carregar, não fujo.
Do relativismo, do gnosticismo e do sincretismo,
Livrai-nos Senhor!
Pelo Reino de Cristo à Gloria de Deus!
Erickson.
"É impossível olhar para a imensidão do espaço, e ainda sim não crer em Deus"
:)
Assino em baixo do q o gandalf disse.
Que cada um pegue sua cruz e siga seu caminho pra luz de Deus
E lembre q os 10 mandamentos se resumem em 1: "amai-vos uns aos outros como a si mesmo".
marshall
07/06/2005, 13:35:09
O Gandalf realmente me derrubou.
Porém, se ainda assim eu fosse pegar trechos de filósofos, sociólogos e livros que derrubam a moral cristã, eu também lhe derrubaria, sendo assim um eterno embate.
Particularmente, adoro discutir religião, mas nunca se chega a lugar nenhum. Ambos os lados nunca abandonam suas idéias.
Sobre o espiritismo, é só a concepção mesmo, não admiro Allan Kardec nem ninguém. Só acho a concepção um tanto mais interessante e racional.
Toda religião se fundamenta em cima de dogmas, geralmente. Você fala da lógica de S. Tomás de Aquino, mas a mesma lógica pode ser usada contra ele.
O que me resta no fim é só a opinião pessoal. Eu detesto a igreja.
Quanto a informação de dinheiro da igreja, eu realmente não sabia disso, mas não me parece muito crível que não haja lá alguns favorecimentos.
Gandalf
07/06/2005, 18:24:47
O Gandalf realmente me derrubou.
Porém, se ainda assim eu fosse pegar trechos de filósofos, sociólogos e livros que derrubam a moral cristã, eu também lhe derrubaria, sendo assim um eterno embate.
Particularmente, adoro discutir religião, mas nunca se chega a lugar nenhum. Ambos os lados nunca abandonam suas idéias.
Sobre o espiritismo, é só a concepção mesmo, não admiro Allan Kardec nem ninguém. Só acho a concepção um tanto mais interessante e racional.
Toda religião se fundamenta em cima de dogmas, geralmente. Você fala da lógica de S. Tomás de Aquino, mas a mesma lógica pode ser usada contra ele.
O que me resta no fim é só a opinião pessoal. Eu detesto a igreja.
Quanto a informação de dinheiro da igreja, eu realmente não sabia disso, mas não me parece muito crível que não haja lá alguns favorecimentos.
S. Tomás é excelente. Tenho um link com a Summa Theologica em inglês, se quiseres ver, depois, tudo bem..
A Igreja possui, sim, muitos bens. Mas não esqueçam de lembrar que é tudo tombado, a Igreja não tem direito de vender pra transformar em dinheiro nada de ouro, prata, rubi, esmeralda, os prédios, nada, porque tudo de valioso que a Igreja possui (materialmente falando, lógico) é tudo tombado. Patrimônio cultural da humanidade.
Curiosidades? Sabe de onde vem a expressão "deu de mão beijada"?
No tempo do papa Paulo IV (1476-1559) era comum os fiéis ofertarem ao rei ou ao papa, na cerimônia de beija-mão, onde os mais abastados faziam suas ofertas, que podiam ser terras, prédios e outras dádivas generosas.
A maioria das jóias, esculturas da Igreja foram dadas. Isso sem falar no imenso tesouro que, talvez, a humanidade deixasse de ser, não fosse a Igreja a sustentar Leonardo da Vinci, Boticceli, Michelangelo e tantos outros.
A história da Igreja, sem manipulações e sem ser aqueles contos de fada contados nos livros de ensino fundamental e muito rica e realmente digna de veneração. Desde sempre perseguida, desde a fundação até os tempos de hoje. Que outra instituição deve o seu fundador morto e resistiu 2000 anos?
Quanto a manipulação da bíblia, eu acho uma coisa ridícula. Existem estudos anatômicos feitos no século IX, que foram condenados pela Igreja e que foram reproduzidos até 2 séculos atrás pelos monges copistas.
Até os protestantes, apesar de negar alguns livros e, sim, corromperem o evangelho de Mateus (excluiram 3 capítulos), aceitavam, e traduziram a Bíblia segundo a que conhecemos hoje.
Outra fábula? Dizer que a Igreja não editava Bíblias. Existe um exemplar da Bíblia Sagrada, na frança, datada do século XII, inclusive, com o Imprimatur do Bispo (pra quem não sabe, imprimatur é uma permissão dada para se publicarem livros sobre a Igreja e a doutrina, que toda Bíblia e livros inteiramente voltados a doutrina precisaria.
O fato da Igreja ser contra o liberalismo da humanidade "progressista", não quer dizer que não haja lógica nas coisas da fé. Imagine que, a 10 séculos atrás S. Tomás de Aquino, provava filosofica e logicamente as coisas da fé católica, mesmo quando "não havia" hereges. A Igreja sempre tem fundamentos para o que diz, seja pelas Escrituras, seja pela tradição, seja pela filosofia e ,ultimamente, com bases científicas sólidas acompanhadas da fé.
Fé e Razão são inseparáveis.
Do falso progresso, livrai-nos Senhor,
Erickson Oliveira.
Per Regnum Christi ad Gloriam Dei.
Macbeth
11/06/2005, 15:41:07
Tomás de Aquino realmente foi um grande filósofo, estudado até hoje nas faculdades de filosofia existentes. Contudo, toda a sua obra foi baseada em um pressuposto: Deus existe. Se anular-se esse pressuposto, muito do que Tomás de Aquino disse vai soar sem sentido. Ao tomar a postura existencialista Sartriana, por exemplo, em que esse afirma não existir um deus e, por isso, a existência precede a essência, o discurso de Aquino não significa nada. Contudo, se fizermos o contrário, isto é, assumir-mos a postura Tomasiana, Sartre parece um vesgo babaca que diz imbecilidades. Alguém já disse que existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia, e a complexidade do real está aí para nos tornar convictos disso.
Parabéns, mestre Erickson, seu texto está impecável, muito bem escrito e com fortíssimos argumentos. Contudo, para problematizar mais uma vez, você disse mais acima que a Igreja, por si, é santa, mas seus membros não. Gostaria de saber se por membros devo entender os padres. Se a resposta for afirmativa, pergunto-lhe para quê existirem esses representantes. Sim, porque todos somos pecadores, não é verdade? Dessa forma, não precisariamos de um representante igualmente pecador para nos guiar espiritual e religiosamente; poderíamos fazer isto por nós mesmos.
Ah, e gostaria também que fosse escrevesse o que entende por "relativismo" e porque Deus deve nos livrar disso.
Gandalf
12/06/2005, 18:33:54
Tomás de Aquino realmente foi um grande filósofo, estudado até hoje nas faculdades de filosofia existentes. Contudo, toda a sua obra foi baseada em um pressuposto: Deus existe. Se anular-se esse pressuposto, muito do que Tomás de Aquino disse vai soar sem sentido. Ao tomar a postura existencialista Sartriana, por exemplo, em que esse afirma não existir um deus e, por isso, a existência precede a essência, o discurso de Aquino não significa nada. Contudo, se fizermos o contrário, isto é, assumir-mos a postura Tomasiana, Sartre parece um vesgo babaca que diz imbecilidades. Alguém já disse que existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia, e a complexidade do real está aí para nos tornar convictos disso.
Parabéns, mestre Erickson, seu texto está impecável, muito bem escrito e com fortíssimos argumentos. Contudo, para problematizar mais uma vez, você disse mais acima que a Igreja, por si, é santa, mas seus membros não. Gostaria de saber se por membros devo entender os padres. Se a resposta for afirmativa, pergunto-lhe para quê existirem esses representantes. Sim, porque todos somos pecadores, não é verdade? Dessa forma, não precisariamos de um representante igualmente pecador para nos guiar espiritual e religiosamente; poderíamos fazer isto por nós mesmos.
Ah, e gostaria também que fosse escrevesse o que entende por "relativismo" e porque Deus deve nos livrar disso.
"Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem conferem, além da graça, um caráter sacramental ou "selo" pelo qual o cristão participa do sacerdócio de Cristo e faz parte da Igreja segundo estados e funções diversas." CCE 1121
São muito reveladoras:
"Mas "os membros não têm todos a mesma função" (Rm 12,4). Certos membros são chamados por Deus, na e pela Igreja, a um serviço especial da comunidade. Tais servidores são escolhidos e consagrados pelo sacramento da ordem, por meio do qual o Espírito Santo os torna aptos a agir na pessoa de Cristo-Cabeça para o serviço de todos os membros da Igreja. O ministro ordenado é como o ícone de Cristo Sacerdote. Já que o sacramento da Igreja se manifesta plenamente na Eucaristia, é na presidência da Eucaristia que o ministério do Bispo aparece primeiro, e, em comunhão com ele, o dos presbíteros e dos diáconos." CCE 1142
Ainda a carta de São Paulo aos Romanos:
"Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função," Rm 12.
"Em sua celebração litúrgica, a assembléia inteira desempenha o papel de "liturgo", cada um segundo sua junção. O sacerdócio batismal é o de todo o corpo de Cristo. Mas certos fiéis são ordenados pelo sacramento da Ordem para representar Cristo como cabeça do corpo." CCE 1188
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Como você pode ver, Macbeth, o scaerdócio é apenas a continuação da hierarquia apostólica. No entanto, os apóstolos não pecaram? Precisamos de um sacerdote que nos guie espiritualmente de acordo com a doutrina da Igreja, a qual ele foi chamado a seguir e guardar, como "soldado de Cristo" na Crisma, a figura do sacerdote se torna importante na medida que, é através dele que nós podemos voltar a intimidade com Cristo, através do sacramento da reconciliação (no popular, confissão), além de ter uma formação a respeito do que é ser cristão a passar. Infelizmente, nós vemos que nem todos os sacerdotes são assim. Aliás, interessante você falar de diretor espiritual, que é uma prática muito antiga na Igreja. Todos os grandes santos tiveram diretores espirituais.
Desculpe a pressa em respondê-lo, se realmente tiverdes alguma outra dúvida sobre a "legitimidade" da direção espiritual, terei prazer em respondê-lo.
O relativismo, o qual Deus nos deve livrar é o relativismo na matéria de verdade. Só existe uma Verdade, que não pode ser duas, portanto independe da visão. Por exemplo: Eu acho que matar é errado, mas você acha certo. Isso não anula a veracidade de uma das afirmações. E, embora a Igreja assuma o Logos divino nas outras religiões, não pode ela sacrificar a Verdade pela qual foi fundamentada. Se a gente assume que o Deus é um (embora ao mesmo tempo três), a Verdade só pode ser uma. E isso vai muito além da observação de corpos com dois referenciais.
Não sei se respondi o que você quis saber. Novamente, qualquer dúvida, terei prazer em respondê-lo.
Abaixo subscrevo,
Erickson Oliveira.
Dura Lex, Sed Lex
12/06/2005, 21:39:38
Vocês não cansam hein...Isso é bom, cada lado tem uma coisa certa..Nem tenho paciência pra ler tudo isso..
até q ta bom os argumentos, o q eu gosto de debates é isso cada um diz o seu lado e vc acaba aprendendo ou relembrando algum q vc saiba ou q ja tinha esquecido, mais uma pena naum ter fim esse debate(será q é uma pena mesmo).
eu acredito q a ciencia sem pra existir pois pra cada 1 unica coisa nova q se descobre vc ve q abre mais 2 duvidas e assim vai, pra uns é lindo ter esse debate, o pq eu naum sei + algo me diz q é bom(talvez seja a sede de descobrir algo de util na vida, uns vem q é Deus outros vem q é a ciencia, no final só tem uma unica verdade "lembrai-vos q sois pó e ao pó irei voltar")
é lindo e triste saber q tudo é tudo e nada é nada, mais a sempre tem um q diga o contrário
Macbeth
17/06/2005, 18:37:12
Fantástico!!! Gosto muito de debates em que sabe-se falar e ouvir, ou neste caso, escrever e ler. Erickson, parabéns, você escreve muito bem, alicerçado sempre em outras idéias, sempre bem fundamentadas como as suas.
1ª dúvida: como assim o sacerdote representa "Cristo como cabeça do corpo"? Não me ficou muito claro.
2ª: porque apenas algumas pessoas, no caso os sacerdotes, são escolhidas, ou "chamadas", como você diz, por Deus "na e pela Igreja"? Porque Deus não chama todos, ou ainda, porque ele não chama as mulheres para serem suas sacerdotes? Sim, porque as freiras não podem executar nenhum tipo de cerimônia litúrgica (missa, batismo, casamento etc).
3ª: já que você falou da Verdade una, a divina, gostaria que você me respondesse o seguinte: se eu ou você fossemos daltônicos, não enxergaríamos diferença nenhuma entre o verde, o vermelho e o marrom. Para nós, essa diferenciação seria absurda e inexistente e, portanto, inverdade. E aí?
Gandalf
17/06/2005, 19:42:49
Fantástico!!! Gosto muito de debates em que sabe-se falar e ouvir, ou neste caso, escrever e ler. Erickson, parabéns, você escreve muito bem, alicerçado sempre em outras idéias, sempre bem fundamentadas como as suas.
1ª dúvida: como assim o sacerdote representa "Cristo como cabeça do corpo"? Não me ficou muito claro.
2ª: porque apenas algumas pessoas, no caso os sacerdotes, são escolhidas, ou "chamadas", como você diz, por Deus "na e pela Igreja"? Porque Deus não chama todos, ou ainda, porque ele não chama as mulheres para serem suas sacerdotes? Sim, porque as freiras não podem executar nenhum tipo de cerimônia litúrgica (missa, batismo, casamento etc).
3ª: já que você falou da Verdade una, a divina, gostaria que você me respondesse o seguinte: se eu ou você fossemos daltônicos, não enxergaríamos diferença nenhuma entre o verde, o vermelho e o marrom. Para nós, essa diferenciação seria absurda e inexistente e, portanto, inverdade. E aí?
É um prazer respondê-lo! :)
1ª: A Igreja representa o corpo místico de Cristo, Cristo está presente na Igreja através da Eucaristia. A missa, a rigor se chama Celebração Eucarística. A princípio parece estranha a minha afirmação, mas deixe-me explicar.
Durante a consagração, o sacerdote torna-se persona Christi, e, como o Cordeiro profere as palavras da consagração:
Aqui como celebrante:
Ele, na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, e elevando os olhos ao céu para vós, ó Deus, seu Pai onipotente, dando-vos graças, benXzeu-o, partiu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e Comei Dele, Todos.
(Qui pridie quam pateretur, accepit panem in sanctas ac venerabiles manus suas, et elevatis oculis in cælum ad te Deum Patrem suum omnipotentem, tibi gratias agens, beneXdixit, fregit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite, et manducate ex hoc omnes.)
In persona Christi:
<<ISTO É O MEU CORPO>>
(HOC EST ENIM CORPUS MEUM)
Aqui como celebrante:
De igual modo, depois de haver ceado, tomando também este precioso cálice em suas santas e veneráveis mãos, e novamente dando-vos graças, benXzeu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e Bebei Dele Todos.
(Simili modo postquam cænatum est, accipiens et hunc præclarum Calicem in sanctas ac venerabiles manus suas: item tibi gratias agens, beneXdixit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite, et bibite ex eo omnes)
In Persona Christi:
<<ESTE É O CÁLIX DO MEU SANGUE,DO SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA:(MISTÉRIO DA FÉ!) O QUAL SERÁ DERRAMADO POR AMOR DE VÓS E DE TODOS OS HOMENS PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. TODAS AS VEZES QUE ISTO FIZERDES, FAZEI-O EM MEMÓRIA DE MIM>>
(HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI, NOVI ET ÆTERNI TESTAMENTI: (MYSTERIUM FIDEI) QUI PRO VOBIS ET PRO MULTIS EFFUNDETUR IN REMISSIONEM PECCATORUM. HÆC QUOTIESCUMQUE FECÉRIT, IN MEI MEMÓRIAM FACIÉTIS.)
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Vemos que o sacerdote, ao proferir as palavras da consagração, fala-nos como se fosse o próprio Cristo a dizer-nos. Toda vez que a consagração é feita da maneira canônica, isto é, segundo o cânon, a hóstia é verdadeira Carne e o vinho verdadeiro Sangue, como o Pão Vivo descido do céu.
2ª O sacerdócio é uma vocação muito especial. Deus tem um plano para cada um de nós, e, para alguns é servir como pai espiritual para outros. Isso se dá através do sacerdócio. Caso todos fossem chamados, não faria sentido Deus afirmar: "Crescei e multiplicai-vos", e Deus é a Verdade.
Sobre o sacerdócio de mulheres, o que a Igreja ensina pode resumir-se a:
1. O próprio Deus determina quem exerce a função sacerdotal na liturgia pública. Nem mesmo Cristo como homem toma essa honra para Si mesmo, e aos Apóstolos Ele deixou bem claro: 'Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí.
2. Deus escolheu exclusivamente homens para o sacerdócio tanto no Antigo como no Novo Testamento.
3. Apenas homens devem exercer o sacerdócio ministerial representando toda a humanidade perante Deus e nas coisas pertinentes a Deus.
Santo Irineu, nos primórdios do cristianismo, já condenava seitas heréticas que tentaram admitir mulheres na ordem, tornando assim, a prerrogativa disforme não só com as Escrituras mas também com a Sagrada Tradição.
Ainda que reste dúvidas, João Paulo II, na carta apostólica ORDINATIO SACERDOTALIS, trata exatamente da exclusidade do sacerdócio para homens. Abaixo transcrevo na íntegra tal publicação (negrito e sublinhado meus)
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CARTA APOSTÓLICA ORDINATIO SACERDOTALIS
DO PAPA JOÃO PAULO II
SOBRE A ORDENAÇÃO SACERDOTAL RESERVADA SOMENTE AOS HOMENS
Veneráveis Irmãos no Episcopado!
1. A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas Igrejas Orientais.
Quando surgiu a questão da ordenação das mulheres na Comunhão Anglicana, o Sumo Pontífice Paulo VI, em nome da sua fidelidade o encargo de salvaguardar a Tradição apostólica, e também com o objectivo de remover um novo obstáculo criado no caminho para a unidade dos cristãos, teve o cuidado de recordar aos irmãos anglicanos qual era a posição da Igreja Católica: "Ela defende que não é admissível ordenar mulheres para o sacerdócio, por razões verdadeiramente fundamentais. Estas razões compreendem: o exemplo - registado na Sagrada Escritura - de Cristo, que escolheu os seus Apóstolos só de entre os homens; a prática constante da Igreja, que imitou Cristo ao escolher só homens; e o seu magistério vivo, o qual coerentemente estabeleceu que a exclusão das mulheres do sacerdócio está em harmonia com o plano de Deus para a sua Igreja" (1).
Mas, dado que também entre teólogos e em certos ambientes católicos o problema fora posto em discussão, Paulo VI deu à Congregação para a Doutrina da Fé mandato de expor e ilustrar a este propósito a doutrina da Igreja. Isso mesmo foi realizado pela Declaração Inter Insigniores, que o mesmo Sumo Pontífice aprovou e ordenou publicar (2).
2. A Declaração retoma e explica as razões fundamentais de tal doutrina, expostas por Paulo VI, concluindo que a Igreja «não se considera autorizada a admitir as mulheres à ordenação sacerdotal»(3). A tais razões fundamentais, o mesmo documento junta outras razões teológicas que ilustram a conveniência daquela disposição divina, e mostra claramente como o modo de agir de Cristo não fora ditado por motivos sociológicos ou culturais próprios do seu tempo. Como sucessivamente precisou o Papa Paulo VI, «a verdadeira razão é que Cristo, ao dar à Igreja a Sua fundamental constituição, a sua antropologia teológica, depois sempre seguida pelaTradição da mesma Igreja, assim o estabeleceu»(4).
Na Carta Apostólica Mulieris dignitatem, eu mesmo escrevi a este respeito: «Chamando só homens como seus apóstolos, Cristo agiu de maneira totalmente livre e soberana. Fez isto com a mesma liberdade com que, em todo o seu comportamento, pôs em destaque a dignidade e a vocação da mulher, sem se conformar ao costume dominante e à tradição sancionada também pela legislação do tempo» (5).
De facto, os Evangelhos e os Actos dos Apóstolos atestam que este chamamento foi feito segundo o eterno desígnio de Deus: Cristo escolheu os que Ele quis (cfr Mc 3,13-14; Jo 15,16) e fê-lo em união com o Pai, «pelo Espírito Santo» (Act 1,2), depois de passar a noite em oração (cfr Lc 6,12). Portanto, na admissão ao sacerdócio ministerial (6), a Igreja sempre reconheceu como norma perene o modo de agir do seu Senhor na escolha dos doze homens que Ele colocou como fundamento da sua Igreja (cfr Ap 21,14). Eles, na verdade, não receberam apenas uma função, que poderia depois ser exercida por qualquer membro da Igreja, mas foram especial e intimamente associados à missão do próprio Verbo encarnado (cfr Mt 10,1.7-8; 28,16-20; Mc 3,13-16; 16,14-15). O mesmo fizeram os Apóstolos, quando escolheram os seus colaboradores (7) que lhes sucederiam no ministério (8). Nessa escolha, estavam incluídos também aqueles que, ao longo da história da Igreja, haveriam de prosseguir a missão dos Apóstolos de representar Cristo Senhor e Redentor (9).
3. De resto, o facto de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, não ter recebido a missão própria dos Apóstolos nem o sacerdócio ministerial, mostra claramente que a não admissão das mulheres à ordenação sacerdotal não pode significar uma sua menor dignidade nem uma discriminação a seu respeito, mas a observância fiel de uma disposição que se deve atribuir à sabedoria do Senhor do universo.
A presença e o papel da mulher na vida e na missão da Igreja, mesmo não estando ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem, no entanto, absolutamente necessários e insubstituíveis. Como foi sublinhado pela mesma Declaração Inter Insigniores, "a Santa Madre Igreja auspicia que as mulheres cristãs tomem plena consciência da grandeza da sua missão: o seu papel será de capital importância nos dias de hoje, tanto para o renovamento e humanização da sociedade, quanto para a redescoberta, entre os fiéis, da verdadeira face da Igreja" (10) Os Livros do Novo Testamento e toda a história da Igreja mostram amplamente a presença na Igreja de mulheres, verdadeiras discípulas e testemunhas de Cristo na família e na profissão civil, para além da total consagração ao serviço de Deus e do Evangelho. "A Igreja defendendo a dignidade da mulher e a sua vocação, expressou honra e gratidão por aquelas que - fiéis ao Evangelho - em todo o tempo participaram na missão apostólica de todo o Povo de Deus. Trata-se de santas mártires, de virgens, de mães de família, que corajosamente deram testemunho da sua fé e, educando os próprios filhos no espírito do Evangelho, transmitiram a mesma fé e a tradição da Igreja" (11)
Por outro lado, é à santidade dos fiéis que está totalmente ordenada a estrutura hierárquica da Igreja. Por isso, lembra a Declaração Inter Insigniores, "o único carisma superior, a que se pode e deve aspirar, é a caridade (cfr 1 Cor 12-13). Os maiores no Reino dos céus não são os ministros, mas os santos" (12)
4. Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na Tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia actualmente em diversos lugares continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.
Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.
Invocando sobre vós, veneráveis Irmãos, e sobre todo o povo cristão, a constante ajuda divina, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 22 de Maio, Solenidade de Pentecostes, do ano de 1994, décimo-sexto de Pontificado.
(1) Cfr PAULO VI, Rescrito à carta de Sua Graça o Rev.mo Dr. F.D. Coggan, Arcebispo de Cantuária, sobre o ministério sacerdotal das mulheres, 30 de Novembro de 1975: AAS 68 (1976), 599-600: «Your Grace is of course well aware of the Catholic Church's position on this question. She holds that it is not admissible to ordain women to the priesthood, for very fundamental reasons. These reasons include: the example recorded in the Sacred Scriptures of Christ choosing his Apostles only from among men; the constant practice of the Church, which has imitated Christ in choosing only men; and her living teaching authority which has consistently held that the esclusion of women from the priesthood is in accordance with the God's plan for his Church» (p. 599).
(2) Cfr CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Declaração Inter Insigniores sobre a questão da admissão das mulheres ao sacerdócio ministerial, 15 de Outubro de 1976: AAS 69 (1977), 98-116.
(3) Ibid. 100.
(4) PAULO VI, Alocução sobre O papel da mulher no desígnio da salvação, 30 de Janeiro de 1977: Insegnamenti, vol. XV (1977), 111. Cfr também JOÃO PAULO II, Exort. ap. Christifideles laici, 30 de Dezembro de 1988, 51: AAS 81 (1989), 393-521; Catecismo da Igreja Católica, n. 1577.
(5) JOÃO PAULO II, Carta ap. Mulieris dignitatem, 15 de Agosto de 1988, 26: AAS 80 (1988), 1715.
(6) Cfr Const. dogm. Lumen gentium, 28; Decreto Presbyterorum Ordinis, 2b.
(7) Cfr 1 Tm 3,1-13; 2 Tm 1,6; Tt 1, 5-9.
(8) Cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 1577.
(9) Cfr Const. dogm. Lumen gentium, 20 e 21.
(10) CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Decl. Inter Insigniores VI: AAS(1977), 115-116.
(11) JOÃO PAULO II, Carta Ap. Mulieris dignitatem 27: AAS 80(1988), 1719.
(12) CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Decl. Inter Insigniores VI: AAS(1977), 115.
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3ª - É outro caso de relativismo. A ausência de cor pra uma pessoa em si, não quer dizer que ela não exista. Pra ela pode ser absurdo conceber a existência de outra cor que não seja a que ela pode ver. Mas, como nós homens só sabemos das coisas através dos outros, porque, usando mais uma vez São Tomás de Aquino,o homem é um ser de relações, ou ainda Santo Agostinho: o homem é social por natureza e essa sociabilidade se manifesta na família, na comunidade e no gênero humano.
Tantos outros filósofos discursaram sobre isso. É quase consenso que o homem só se conhece a partir dos outros, embora São Tomás de Aquino pregue que a realidade no homem não se resuma na vida terrena, caminha para uma realidade além, o que difere do pensamento aristotélico.
Portanto, Macbeth, embora o daltônico não veja, ele aceita a existência de outras cores porque sabe que carrega uma pequena deficiência. Como ele sabe que existem? Do mesmo modo de como ele sabe que tem o daltonismo. Caso não existissem as pessoas, ou, se ainda desconhecessem a doença, não haveria muita balbúrdia, visto que, ele nunca saberia que vê o mundo com "outros olhos".
Espero ter respondido bem. Qualquer outra dúvida por favor me escreva, é bom que eu pesquiso e fortaleço os meus argumentos.
+ Erickson Oliveira
Macbeth
18/06/2005, 0:30:24
Novamente fantástico! E novas dúvidas:
1ª: porque Cristo escolheu somente homens para seguir seus passos, como apóstolos? A propósito, você conhece a polêmica do "Código DaVinci", não é? Gostaria de saber as suas posições.
2º: imagine que todas as pessoas do mundo fossem daltônicas e apenas uma não. Esta seria tida como deficiente visual, pois veria cores onde não existiria para os outros. Talvez fosse até tida como louca. Como lidar com isso?
3ª: é só aqui ou realmente você escreveu a maior parte do texto em branco?
4ª: você sabe falar latim? Como aprendeu?
Gandalf
18/06/2005, 3:10:25
Novamente fantástico! E novas dúvidas:
1ª: porque Cristo escolheu somente homens para seguir seus passos, como apóstolos? A propósito, você conhece a polêmica do "Código DaVinci", não é? Gostaria de saber as suas posições.
2º: imagine que todas as pessoas do mundo fossem daltônicas e apenas uma não. Esta seria tida como deficiente visual, pois veria cores onde não existiria para os outros. Talvez fosse até tida como louca. Como lidar com isso?
3ª: é só aqui ou realmente você escreveu a maior parte do texto em branco?
4ª: você sabe falar latim? Como aprendeu?
Caro Macbeth, permita-me responder a primeira mais tarde, vai levar mais tempo e requer um trabalho maior. Não deixarei de respondê-la.
2ª - Seguindo o princípio quantitativo das probabilidades gênicas, é impossível haver uma pessoa com característica genética diferente de todas outras, muito menos ser tratada com padrão, porque "o todo é superior a parte", logo, a maioria seria tida como normal, como foi até hoje. Quem garante que ser daltônico não seria o normal da espécie?
3ª - É porque as citações, por exemplo a Ordinatio Sacerdotalis, foi transcrita com outra cor de letra, e não foi incorporada pelo automático. Como eu esqueci dos vários temas, acabei pondo branco, justo que o meu fundo é azul. perdão, tentarei modificar as cores.
4ª - Falar latim? Infelizmente não. Embora eu saiba muita coisa do latim cotidiano eclesial. Boa parte responsória da missa, e algumas orações. Há no meu colégio alguns livros de latim, da década de 60 que eram destinados as séries do primário. Eu tenho muita vontade de aprender. Embora não seja estritamente necessário, o latim foi um instrumento muito forte para a universalidade da Igreja e para a formação de todas as línguas ocidentais. Acho que se eu pegar esses livros na biblioteca do colégio e ver com calma eu aprendo a gramática. Mas falar, falar mesmo só alguns sacerdotes falam fluentemente, a grande maioria demora um pouco para formular frases devido, obviamente, ao uso do vernáculo na grande maioria das vezes. Antigamente era necessário que o sacerdote soubesse latim para poder ler e entender o Evangelho.
Perdão não responder a 1ª questão agora, assim que tiver um tempo maior responderei. Agora vou me deitar hehe :)
Macbeth
18/06/2005, 12:23:50
Quem garante que ser daltônico não seria o normal da espécie?
Realmente, e é isso que eu quero que você atente: se eu fosse daltônico, para mim seria verdade a inexistência das cores verde e vermelho. Todos, contudo, me diriam que elas existem e, mesmo com uma pontinha de desconfiança, iria acreditar. Só que se todos fossem daltônicos, para o "todo", a verdade seria a inexistência das referidas cores. Como você mesmo disse que o "todo é maior que as partes" (conhece Émile Durkheim?), teríamos outra "verdade". Além disso, subjetivamente, a Verdade seria a minha verdade, aquela que, a mim, aparece. É como, por exemplo, gosto: eu odeio azeitona e ameixa, mas a minha irmã adora azeitona e ameixa. A minha verdade seria: azeitona e ameixa são ruins; a verdade dela seria: azeitona e ameixa são deliciosas.
Dura Lex, Sed Lex
18/06/2005, 13:07:22
Aliás..Sem fugir do assunto, existem cores que nós humanos não conseguimos ver..Tente imaginar..
Gandalf
22/06/2005, 2:34:11
1ª: porque Cristo escolheu somente homens para seguir seus passos, como apóstolos? A propósito, você conhece a polêmica do "Código DaVinci", não é? Gostaria de saber as suas posições.
Infelizmente a primeira eu não sei responder. Acho que o motivo que move o divino é acima de qualquer concepção mortal. Você pode citar aspectos da personalidade de Cristo, mas não dizer o porque da motivação dele para isso.
Sobre o Código da Vinci:
Bom, pra começar, eu não li o livro, o que interpreto aqui são passagens soltas do livro, que encontrei na internet.
Pra falar a verdade Dan Brown não tem nada de "novo". Voltaire usava a mesma fórmula a 250 para conquistar a fama: Atirar lama à Igreja Católica. Vai ser foi por isso que morreu rangendo os dentes com medo do Inferno.
O enredo de ficção é ridículo e excessivamente... ficcioso?
-“As pessoas consideradas “bruxas” pela Igreja incluíam todas as professoras, sacerdotisas, ciganas, místicas, amantes da natureza, coletoras de ervas e qualquer mulher “que fosse suspeita de sintonizar-se com o mundo natural”. As parteiras também eram perseguidas e mortas por sua prática herética do uso do conhecimento médico para evitar as dores do parto .... Durante 300 anos de caça às bruxas, a Igreja queimou na fogueira a quantidade impressionante de cinco milhões de mulheres” (pág. 135).
Aqui, as mentiras da Inquisição exterminant, que os romances que são publicados nos livros com tendência clara socialista no ensino médio ultrapassam o ridículo. Desta vez a Inquisição, matou, mais do que a peste negra e ainda quase o dobro das câmaras de Hitler. Ao passo de que a tão denegrida Inquisição Espanhola, condenou em toda a sua existência não mais que 2000 pessoas. A cartaginense, de mais de 50.000 julgamentos, apenas 52 condenações por bruxaria.
-“... a Igreja primitiva precisou convencer o mundo de que o profeta mortal Jesus era um ser divino. Portanto, quaisquer evangelhos que descrevessem aspectos terrenos da vida de Jesus precisavam ser omitidos da Bíblia. Infelizmente, para os primeiros editores, um tema terreno particularmente perigoso vivia aparecendo nos Evangelhos, Maria Madalena..... Mais especificamente, o casamento dela com Jesus Cristo” (pág. 261).
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-“O Evangelho de Felipe é sempre um bom ponto de partida. Sophie leu o trecho: ´E a companheira do Salvador é Maria Madalena. Cristo amava-a mais do que todos os discípulos e costumava beijá-la com freqüência na boca. O restante dos discípulos ofendia-se com isso e expressava sua desaprovação. Diziam a Ele: ´Por que tu a amas mais do que a nós todos?” (pág. 263).
Segundo o livro, Jesus era casado com Maria Madalena. Todos sabem disso, mas os discípulos estranhavam que Ele preferisse ela a eles todos. E a Igreja, como odiava as mulheres desde o início, havia banido a esposa de Jesus dos Evangelhos. Ainda há mais: Jesus não morreu na cruz, fugiu com Maria Madalena para a Gália, deu origem a linhagem sagrada e a Igreja, curiosamente, sustentando a mentira do cristianismo.
No mesmo curso de tempo, existia uma seita secreta chamada Priorado de Sião, conectada aos templários, rosa-cruzes, maçons e à qual pertenceram Nicolas Flamel, Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Victor Hugo, Claude Debussy, Jean Cocteau, talvez o Batmas, o Cebolinha... que conhecia e trasmitia o segredo da linhagem divina e ficava à espera de destruir a Igreja preparando a vinda do Messias.
Ops.. Ia me esquecendo! O enredo do livro! Parece-me que no livro um curador do Louvre é assassinado, me lembro que o héroi e sua assistente, Sophie, descobrem uma charada imbuída a Igreja Católica o Concílio de Nicéia para apresentar Cristo como Deus e oprimir as mulheres. E o papel fundamental é a Santa Ceia de Da Vinci, que apresente Maria Madalena como esposa de Cristo, que no quadro é confundida com São João, que seria sugestivamente feminina a figura e representava o Graal, não presente. A condição de esposa é pela complementaridade das vestes e do M, formado pelo posicionamento do casal no quadro.
Ainda há, no livro um flagelado membro da macabra Opus Dei.
Me resta perguntar se não estão cansados dessas fábulas?
Será que quanto tempo resta para essas mentiras perderem a graça?
Agora eu lhe pergunto, Macbeth, ciente do seu conhecimento sobre a vida e a obra de Da Vinci, o suposto símbolo cabalístico da autoria dele na obra, não devia ser estudado por pessoa mais competente do que o Sr. Brown?
Acho que a Montfort estava certa ao lançar a campanha ecólogica. Os papéis usados na impressão dessa coisa são muito mais úteis em forma de árvore.
Esse, Macbeth, é o livro que cabe se dizer: "Não li e não gostei". Uma obra de ficção, que não passa de um “O Nome da Rosa” para o nível intelectual dos leitores de Harry Potter.
Apesar da pouca idade que tenho, já me é suficiente para saber o que presta e o que não, não preciso experimentar para saber. O enredo, que era o assassinato não é importante no livro ao que me parece. Mas também, que diferença me faz? Eu não li Harry Potter, mas ainda gostaria de ler a Comédia da Vinci.
Antigamente, Macbeth, eu acreditava nessas fábulas sobre a Inquisição e sobre tudo que denegrisse a Imagem da Igreja. Antigamente eu também acreditava em Papai Noel, e todo ano colocava a meia para receber presentes, mas ele sempre deixava em baixo da cama.
Antigamente, eu gostava de dormir com o meu pai lendo um bom livro.
Hoje, gosto de rir vendo como o Sr. Brown escreve um livro, e choro, Macbeth de ver quantas pessoas compram e acabam acreditando nessa baboseira toda.
Acredite, é muito mais difícil defender a Igreja em qualquer aspecto. Mas, quem disse que seria fácil?
Cristo não nos disse para atirar as pedras, disse para pegarmos nossa cruz e o seguirmos. E ainda alertou que seríamos perseguidos. Pois fomos, Senhor.
Não quero morrer rangendo os dentes com medo do inferno como morreu o talvez ídolo do Sr. Brown, Voltarie. No leito de morte quero poder dizer como São Paulo:
"Quanto a mim, meu sangue está para ser derramado em libação, e chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha corrida, conservei a fé. Agora só me resta a coroa da justiça que o Senhor, justo Juiz, me entregará naquele Dia; e não somente para mim, mas para todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação."
Gandalf
23/06/2005, 0:34:15
A mais simples.
Partindo do principio que "uma coisa só existe se pode ser provada".
Então.
Afirmo que:
"DEUS NÃO EXISTE".
Me prova o contrario, com provas CONCRETAS, que a discução acaba.
Nada de "Ele te fez, ele fez o mundo".. QUEM ou O QUE é deus, nada de abstração, preciso de uma coisa CONCRETA para provar que ele existe.
As respostas serão analisadas (podem ser analisadas por qualquer pessoa que tenha interesse), se alguem provar... acaba a grande discução.
.... Ja vou mandar uma PM projogador pedindo a instalação de um HD de 200GB só para eset tópico...
Texto retirado da Summa Theologica, de S. Tomás de Aquino:
QUESTÃO II — SE DEUS EXISTE
O principal intento, pois, da doutrina sagrada é transmitir o conhecimento de Deus, não somente enquanto existente em si, mas ainda como princípio e fim dos seres, e, especialmente, da criatura racional, como é claro pelo que antes se disse. Ora, pretendendo fazer a exposição desta doutrina, 1o. trataremos de Deus; 2o. do movimento da criatura racional para Deus; 3o. de Cristo que, enquanto homem, é via para tendermos a Deus.
Mas a consideração sobre Deus será tripartida. Assim, 1o. trataremos do que pertence à essência divina; 2o. do que pertence à distinção das pessoas; 3o. do que pertence à processão, que de Deus têm as criaturas.
Sobre a essência divina, porém, devemos considerar: 1o. se Deus existe; 2o. como é, ou antes, como não é; 3o. devemos considerar o que pertence à operação de Deus, a saber, a ciência, a vontade e o poder.
Na primeira questão discutem-se três artigos:
1. Se a existência de Deus é por si mesma conhecida;
2. Se é demonstrável;
3. Se Deus existe;
ART. 1 — SE A EXISTÊNCIA DE DEUS É POR SI MESMA CONHECIDA.
O primeiro discute-se assim — Parece que a existência de Deus é conhecida por si mesma.
1. — Pois são assim conhecidas de nós as coisas cujo conhecimento temos naturalmente, como é claro quantos aos primeiros princípios. Ora, diz Damasceno: O conhecimento da existência de Deus é naturalmente ínsito em todos. Logo, a existência de Deus é conhecida por si mesma.
2. Demais — Dizem-se por si mesmas conhecidas as proposições que, conhecidos os termos, imediatamente se conhecem, o que o filósofo atribui aos primeiros princípios da demonstração; pois sabido o que são o todo e a parte, imediatamente se sabe ser qualquer todo maior que a parte. Ora, inteligida a significação do nome Deus, imediatamente se intelige o que é Deus. Pois, tal nome significa aquilo do que se não pode exprimir nada maior; ora, maior é o existente real e intelectualmente, do que o existente apenas intelectualmente. Donde, como o nome de Deus, uma vez inteligido, imediatamente existe no intelecto, segue-se que também existe realmente. Logo, a existência de Deus é por si mesma conhecida.
3. Demais — A existência da verdade é por si mesma conhecida, pois quem lhe nega a existência a concede; porquanto, se não existe, é verdade que não existe. Portanto, se alguma coisa é verdadeira, é necessária a existência da verdade. Ora, Deus é a própria verdade, como diz a Escritura (Jo, 14, 6): Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Logo, a existência de Deus é por si mesma conhecida.
Mas, em contrário — Ninguém pode pensar o contrário do que é conhecido por si, como se vê no Filósofo, sobre os primeiros princípios da demonstração. Ora, podemos pensar o contrário da existência de Deus, segundo a Escritura (Sl. 52, 1): Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Logo, a existência de Deus não é por si conhecida.
SOLUÇÃO — De dois modos pode uma coisa ser conhecida por si: absolutamente, e não relativamente a nós; e absolutamente e relativamente a nós. Pois qualquer proposição é conhecida por si, quando o predicado se inclui em a noção do sujeito, p. ex.: O homem é um animal, pertencendo animal à noção de homem. Se, portanto, for conhecido de todos o que é o predicado e o sujeito, tal proposição será para todos evidente; como se dá com os primeiros princípios da demonstração, cujos termos — o ser e o não ser, o todo e a parte e semelhantes — são tão comuns que ninguém os ignora. Mas, para quem não souber o que são o predicado e o sujeito, a proposição não será evidente, embora o seja, considerada em si mesma. E por isso, como diz Boécio, certas concepções de espírito são comuns e conhecidas por si, mas só para os sapientes, como p. ex.: os seres incorpóreos não ocupam lugar. Digo, portanto, que a proposição Deus existe, quanto à sua natureza, é evidente, pois o predicado se identifica com o sujeito, sendo Deus o seu ser, como adiante se verá . Mas, como não sabemos o que é Deus, ela não nos é por si evidente, mas necessita de ser demonstrada, pelos efeitos mais conhecidos de nós e menos conhecidos por natureza.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Conhecer a existência de Deus de modo geral e com certa confusão, é-nos naturalmente ínsito, por ser Deus a felicidade do homem: pois, este naturalmente deseja a felicidade e o que naturalmente deseja, naturalmente conhece. Mas isto não é pura e simplesmente conhecer a existência de Deus, assim como conhecer quem vem não é conhecer Pedro, embora Pedro venha vindo. Pois, uns pensam que o bem perfeito do homem, a felicidade, consiste nas riquezas; outros, noutras coisas.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Talvez quem ouve o nome de Deus não o intelige como significando o ser, maior que o qual nada possa ser pensado; pois, alguns acreditam ser Deus corpo. Porém, mesmo concedido que alguém intelija o nome de Deus com tal significação, a saber, maior do que o qual nada pode ser pensado, nem por isso daí se conclui que intelija a existência real do que significa tal nome, senão só na apreensão do intelecto. Nem se poderia afirmar que existe realmente, a menos que se não concedesse existir realmente algum ser tal que não se possa conceber outro maior, o que não é concedido pelos que negam a existência de Deus.
RESPOSTA À TERCEIRA. — A existência da verdade em geral é conhecida por si; mas a da primeira verdade não o é, relativamente a nós.
ART. 2 — SE É DEMONSTRÁVEL A EXISTÊNCIA DE DEUS.
O segundo discute-se assim — Parece que não é demonstrável a existência de Deus.
1. Pois, tal existência é artigo de fé. Ora, as coisas da fé não são demonstráveis, porque a demonstração dá a ciência, e a fé é própria do que não é aparente, como se vê no Apóstolo (Heb. 11,1). Logo, a existência de Deus não é demonstrável.
2. Demais — O termo médio da demonstração é a quididade. Ora, não podemos saber o que é Deus, como diz Damasceno. Logo, não lhe podemos demonstrar a existência.
3. Demais — Se se demonstrasse a existência de Deus, só poderia sê-lo pelos seus efeitos. Ora, sendo Deus infinito e estes, finitos, e não havendo proporção entre o finito e o infinito, os efeitos não lhe são proporcionados. E, como a causa se não pode demonstrar pelo efeito, que não lhe é proporcionado, conclui-se que não se pode demonstrar a existência de Deus.
Mas, em contrário, diz a Escritura (Rm. 1, 20): As coisas invisíveis de Deus se vêm depois da criação do mundo, consideradas pelas obras que foram feitas. Ora, isto não se daria, se a existência de Deus não se pudesse demonstrar pelas coisas feitas, pois o que primeiro se deve inteligir de um ser é se existe.
SOLUÇÃO. — Há duas espécies de demonstração. Uma, pela causa, pelo porquê das coisas, a qual se apóia simplesmente nas causas primeiras. Outra, pelo efeito, que é chamada a posteriori, embora se baseie no que é primeiro para nós; quando um efeito nos é mais manifesto que a sua causa, por ele chegamos ao conhecimento desta. Ora, podemos demonstrar a existência da causa própria de um efeito, sempre que este nos é mais conhecido que aquela; porque, dependendo os efeitos da causa, a existência deles supõe, necessariamente, a preexistência desta. Por onde, não nos sendo evidente, a existência de Deus é demonstrável pelos efeitos que conhecemos.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — A existência de Deus e outras noções semelhantes que, pela razão natural, podem ser conhecidas de Deus, não são artigos de fé, como diz a Escritura (Rm. 1,19), mas preâmbulos a eles; pois, como a fé pressupõe o conhecimento natural, a graça pressupõe a natureza, e a perfeição, o perfectível. Nada, entretanto, impede ser aquilo, que em si é demonstrável e cognoscível, aceito como crível por alguém que não compreende a demonstração.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Quando se demonstra a causa pelo efeito, é necessário empregar este em lugar da definição daquela, cuja existência se vai provar: e isto sobretudo se dá em relação a Deus. Pois, para provar a existência de alguma coisa, é necessário tomar como termo médio o que significa o nome e não o que a coisa é, porque a questão — o que é — segue-se à outra — se é. Ora, os nomes a Deus se impõe pelos efeitos, como depois se mostrará; donde, demonstrando a existência de Deus, pelo efeito, podemos tomar como termo médio a significação do nome de Deus.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Efeitos não proporcionados à causa não levam a um conhecimento perfeito dela; todavia, por qualquer efeito nos pode ser, manifestamente, demonstrada a existência da causa, como se disse. E assim, pelos seus efeitos, pode ser demonstrada a existência de Deus, embora por eles não possamos perfeitamente conhecê-lo na sua essência.
ART. 3 — SE DEUS EXISTE.
O terceiro discute-se assim — Parece que Deus não existe.
1. Pois, um dos contrários, sendo infinito, destrói o outro totalmente. E como, pelo nome de Deus, se intelige um bem infinito, se existisse Deus, o mal não existiria. O mal, porém, existe no mundo. Logo, Deus não existe.
2. Demais — O que se pode fazer com menos não se deve fazer com mais. Ora, tudo o que no mundo aparece pode ser feito por outros princípios, suposto que Deus não exista; pois, o natural se reduz ao princípio, que é a natureza; e o proposital, à razão humana ou à vontade. Logo, nenhuma necessidade há de se supor a existência de Deus.
Mas, em contrário, diz a Escritura (Ex. 3, 14), da pessoa de Deus: Eu sou quem sou.
SOLUÇÃO. — Por cinco vias pode-se provar a existência de Deus. A primeira e mais manifesta é a procedente do movimento; pois, é certo e verificado pelos sentidos, que alguns seres são movidos neste mundo. Ora, todo o movido por outro o é. Porque nada é movido senão enquanto potencial, relativamente àquilo a que é movido, e um ser move enquanto em ato. Pois mover não é senão levar alguma coisa da potência ao ato; assim, o cálido atual, como o fogo, torna a madeira, cálido potencial, em cálido atual e dessa maneira, a move e altera. Ora, não é possível uma coisa estar em ato e potência, no mesmo ponto de vista, mas só em pontos de vista diversos; pois, o cálido atual não pode ser simultaneamente cálido potencial, mas, é frio em potência. Logo, é impossível uma coisa ser motora e movida ou mover-se a si própria, no mesmo ponto de vista e do mesmo modo, pois, tudo o que é movido há-de sê-lo por outro. Se, portanto, o motor também se move, é necessário seja movido por outro, e este por outro. Ora, não se pode assim proceder até ao infinito, porque não haveria nenhum primeiro motor e, por conseqüência, outro qualquer; pois, os motores segundos não movem, senão movidos pelo primeiro, como não move o báculo sem ser movido pela mão. Logo, é necessário chegar a um primeiro motor, de nenhum outro movido, ao qual todos dão o nome de Deus.
A segunda via procede da natureza da causa eficiente. Pois, descobrimos que há certa ordem das causas eficientes nos seres sensíveis; porém, não concebemos, nem é possível que uma coisa seja causa eficiente de si própria, pois seria anterior a si mesma; o que não pode ser. Mas, é impossível, nas causas eficientes, proceder-se até o infinito; pois, em todas as causas eficientes ordenadas, a primeira é causa da média e esta, da última, sejam as médias muitas ou uma só; e como, removida a causa, removido fica o efeito, se nas causas eficientes não houver primeira, não haverá média nem última. Procedendo-se ao infinito, não haverá primeira causa eficiente, nem efeito último, nem causas eficientes médias, o que evidentemente é falso. Logo, é necessário admitir uma causa eficiente primeira, à qual todos dão o nome de Deus.
A terceira via, procedente do possível e do necessário, é a seguinte — Vemos que certas coisas podem ser e não ser, podendo ser geradas e corrompidas. Ora, impossível é existirem sempre todos os seres de tal natureza, pois o que pode não ser, algum tempo não foi. Se, portanto, todas as coisas podem não ser, algum tempo nenhuma existia. Mas, se tal fosse verdade, ainda agora nada existiria pois, o que não é só pode começar a existir por uma coisa já existente; ora, nenhum ente existindo, é impossível que algum comece a existir, e portanto, nada existiria, o que, evidentemente, é falso. Logo, nem todos os seres são possíveis, mas é forçoso que algum dentre eles seja necessário. Ora, tudo o que é necessário ou tem de fora a causa de sua necessidade ou não a tem. Mas não é possível proceder ao infinito, nos seres necessários, que têm a causa da própria necessidade, como também o não é nas causas eficientes, como já se provou. Por onde, é forçoso admitir um ser por si necessário, não tendo de fora a causa da sua necessidade, antes, sendo a causa da necessidade dos outros; e a tal ser, todos chamam Deus.
A quarta via procede dos graus que se encontram nas coisas. — Assim, nelas se encontram em proporção maior e menor o bem, a verdade, a nobreza e outros atributos semelhantes. Ora, o mais e o menos se dizem de diversos atributos enquanto se aproximam de um máximo, diversamente; assim, o mais cálido é o que mais se aproxima do maximamente cálido. Há, portanto, algo verdadeiríssimo, ótimo e nobilíssimo e, por conseqüente, maximamente ser; pois, as coisas maximamente verdadeiras são maximamente seres, como diz o Filósofo. Ora, o que é maximamente tal, em um gênero, é causa de tudo o que esse gênero compreende; assim o fogo, maximamente cálido, é causa de todos os cálidos, como no mesmo lugar se diz. Logo, há um ser, causa do ser, e da bondade, e de qualquer perfeição em tudo quanto existe, e chama-se Deus.
A quinta procede do governo das coisas — Pois, vemos que algumas, como os corpos naturais, que carecem de conhecimento, operam em vista de um fim; o que se conclui de operarem sempre ou freqüentemente do mesmo modo, para conseguirem o que é ótimo; donde resulta que chegam ao fim, não pelo acaso, mas pela intenção. Mas, os seres sem conhecimento não tendem ao fim sem serem dirigidos por um ente conhecedor e inteligente, como a seta, pelo arqueiro. Logo, há um ser inteligente, pelo qual todas as coisas naturais se ordenam ao fim, e a que chamamos Deus.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Como diz Agostinho, Deus sumamente bom, de nenhum modo permitiria existir algum mal nas suas obras, se não fosse onipotente e bom para, mesmo do mal, tirar o bem. Logo, pertence à infinita bondade de Deus permitir o mal para deste fazer jorrar o bem.
RESPOSTA À SEGUNDA. — A natureza, operando para um fim determinado, sob a direção de um agente superior, é necessário que as coisas feitas por ela ainda se reduzam a Deus, como à causa primeira. E, semelhantemente, as coisas propositadamente feitas devem-se reduzir a alguma causa mais alta, que não a razão e a vontade humanas, mutáveis e defectíveis; é, logo, necessário que todas as coisas móveis e suscetíveis de defeito se reduzam a algum primeiro princípio imóvel e por si necessário, como se demonstrou.
Dura Lex, Sed Lex
23/06/2005, 15:24:19
Ainda tem muito o que falar Freds..200GB?Pouco..
Meu deus Gandalf..Que resposta é essa...
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